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quinta-feira 4 março 2010

As novas realidades do agronegócio revelam novas mentalidades e práticas evoluídas de gestão. O caso do Algodão brasileiro:

Para concretamente colocar o consumidor no centro das decisões do agronegócio, os produtores brasileiros de algodão decidiram lançar, na semana passada, um inteligente e moderno programa de responsabilidade socioambiental, batizado de PSOAL.

O programa é uma resposta às exigências dos clientes do agronegócio que querem saber o que estão consumindo, de onde vem o algodão, como é produzido. Ou seja, hoje o jogo do agronegócio é cada vez mais decidido pelo grau de consciência e de exigência dos consumidores finais dos produtos. Em outras palavras, por nós aqui dos centros urbanos.

O jeans, o lençol, as camisas, a moda, parte do seu tênis, da sua poltrona, da camiseta do seu time de futebol, o algodão hospitalar ou a ponta do cotonete para limpar a orelhinha da sua criança; vem lá do campo. Desses produtores de algodão.
O programa PSOAL vai criar um selo de qualidade que atestará o respeito das propriedades às leis nacionais. Algodão 100% legal. eldorado-43-px

A aproximação das indústrias, das marcas famosas e das ONG’s ao lado dos produtores rurais é total: em Formoso do Rio Preto, no cerrado brasileiro, uma unidade piloto da Better Cotton Iniciative - BCI – Iniciativa para o melhor algodão. Trata-se de um projeto internacional do setor cotonicultor que irá testar o nível de adaptação dos produtores rurais às crescentes exigências dos seus clientes.

Marcas globais como Adidas, GAP, Nike, Marks and Spencer, H&M, Levi Strauss, Ikea e Ong’s como WWF, Oxfam, IFC, dentre outras, são atores da nova era do algodão, do campo ao consumidor, lado a lado com os agricultores.

Haroldo Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Walter Horita, presidente da Associação dos Produtores da Bahia e João Carlos Jacobsen, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) sustentam as modernas iniciativas. O PSOAL olhará as seguintes práticas socioambientais:

Combate ao trabalho forçado ou análogo ao escravo; uso indiscriminado de defensivos; manejo de resíduos; prevenção de acidentes; gestão ambiental; melhoria no transporte dos trabalhadores rurais.

Isso tudo auxiliará ainda para evitar problemas com os bancos que já seguem regras de não emprestar dinheiro para produtores que não seguem a legislação ambiental, além de colocar o produto brasileiro em patamares competitivos aos melhores do mundo, no caso do algodão, o egípcio.

Novas realidades no agronegócio, novas mentalidades. O mundo rural muda e se adapta em grande velocidade.

José Luiz Tejon
Desvendando o Agronegócio – Rede Eldorado de Rádio.

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