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segunda-feira 12 julho 2010E agora José?

O governo brasileiro é o maior anunciante isolado do país. Viva a propaganda, ela é legitimamente a “alma do negócio”. Pelos dados da organização Contas Abertas, em valores corrigidos, no período entre os anos 2000/2009 a média dos investimentos publicitários oficiais andaram na casa dos R$ 1,1 bilhão ao ano.
O quanto dessa gigantesca verba de propaganda tem sido utilizada para esclarecer e valorizar o produtor rural junto à sociedade urbana, e contar os impactos positivos das ações do campo para a cidade; o quanto dessa verba tem sido investida de forma inteligente e estratégica a favor da construção da imagem do agronegócio na mente da população votante do Brasil, é uma boa medida para podermos avaliar quem é quem para o agronegócio.
Se a participação do agronegócio na renda do PIB, varia – dependendo de estudo para estudo da casa dos 25% aos 35%; para ser justo deveríamos contar com um aporte de – minimamante : R$ 250 milhões para a comunicação do setor.
Com a utilização justa e correta de 25% da verba publicitária do governo brasileiro para o agronegócio, ninguém mais precisaria ficar reclamando da ausência de percepção positiva dos consumidores e eleitores urbanos sobre o agronegócio , nem de insuficiência de informação na base dos produtores rurais de todos os tamanhos para a tomada de decisões; e com esse recurso, alavancagens promocionais a nível do exterior ainda poderiam ser levados a cabo com grande eficácia.
Dilma ou Serra ? Do ponto de vista da modernidade da gestão, envolvendo marketing, mídias sociais, comprometimento com o que deve e precisa ser feito, dizer a verdade ao povo brasileiro, colocar a nação acima dos interesses político-partidários, de grupos; deixar claro e honestamente colocado que o assistencialismo, as reservas indigenas, a reforma agrária, o agronegócio de qualquer tamanho e origem; que tenham raízes parasitárias ou predadoras, fora da lei ou driblando a lei, não interessam à saúde e legitima sustentabilidade do Brasil.
Que sómente o trabalho honesto, evolutivo, inovativo e solidário pode ser a alma digna para um papel diferenciado do Brasil no rol de todas as nações…
Dentro desse escopo , na nossa emergente mas já asfixiada democracia, o campo de manobras apresenta uma tendência perversa: o de trocar o compromisso dos sonhos pela manipulação das ilusões . Sonho é o que fazemos com a realidade enquanto sonhamos. E ilusão é o que a realidade faz conosco enquanto nos iludimos. Quem é mais estadista , o digno leitor tem uma opinião ?
E agora José : Dilma ou Serra ? O que escuto de altos empresários no país é que ganhe quem ganhar, a sociedade brasileira construtiva, as instituições, já estão muito fortalecidas e conscientes para não permitirem desvios e erros de “ ego “ de grupos político – partidários. Acima e além de nos distrairmos no jogo analógico deste ou daquele, o que recomendo é prestarmos mais do que nunca atenção nas associações, entidades e na organização da sociedade brasileira apartidária. Essas são as verdadeiras e legitimas instituições que constroem e que irão alavancar o futuro real ao lado da imprensa livre e da liberdade de pensamento e de manifestação dos direitos humanos evolutivos.
O Brasil só perde a eleição para si próprio. Ou seja, se ocorrer uma falta de consciência da orquestração de todos os segmentos da sociedade civil.
As instituições fora dos partidos-políticos, que se mantiverem , com forte diálogo e isentas, gestoras e fiscalizadoras; essa é a eleição a qual, não podemos perder de vista. E ela não se faz de 4 em 4 anos. Ela é feita todos os dias, em todos os 4 cantos do país. Mas, e agora José, em quem vou votar ? O voto é secreto, mas um conselho posso dar : Na sua região, no seu local, analise o que precisa ser feito para a mudança e a evolução. Se integre às lideranças locais, suas representações, e passe a exercer um voto distrital ( mesmo sem existir ) , que possa ser negociado e cobrado, no dia seguinte ao resultado das eleições.
E aprenda a ir onde o povo está. Eleição é jogo de maioria. Por isso é que sem propaganda , e da boa, não dá negócio.
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